Stop Motion

18 de Fevereiro de 2010 @ 11:07 por Arian

O termo stop motion quer dizer: stop = parado + motion = movimento.

Esta é uma técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando objetos, fotograma por fotograma, ou seja, quadro a quadro.

Basta utilizar uma câmera fotográfica, uma filmadora e até desenhos no papel ou no computador. Só é preciso filmar e pausar; mudar os personagens de lugar e soltar a tecla de pause; filmar e pausar de novo.

E assim até toda a sequência desejada estar pronta. Nesta fase pode ser acrescentadas efeitos sonoros como fala ou música.

Pode-se utilizar diversos materiais, dentro dos mais comuns, estão a masa de modelar (massinha).

No cinema o material utilizado tem que ser mais resistente e maleável, visto que os modelos têm que durar meses, pois para cada segundo de filme são necessárias aproximadamente 24 quadros (frames).

Alguns dos muitos filmes feitos com essa técnica são: O estranho mundo Jack, A Fuga das Galinhas, A Noiva Cadáver, James e o Pêssego Gigante e Wallace e Gromit A Batalha dos Vegetais.

Mas a animação que primeiro me cativou e me apresentou a técnica foi a bela história natalina Rudolph - A Rena Do Nariz Vermelho.

rudolph red nosed reindeer 1 - rudolph red nosed reindeer 1

Com essa verdadeira aula de Stop Motion, eu pretendo iniciar uma série de posts com vídeos feitos com essa técnica - “Stop Motion Mania”.

Uma das maravilhas dessa técnicas é justamente “visitar” situações inusitadas… como se deparar como o famoso caçador de recompensas, da série de filmes Guerra nas Estrelas, Boba Fett executando a coreografia da música What a Feeling do filme Flashdance.

Ou se deparar com a totalmente improvável luta entre Bruce Lee e o Homem de Ferro… e com direito a um final mais improvável ainda! Hahaha!

Fan Film nº1

13 de Fevereiro de 2010 @ 14:38 por Arian

Todos devem se lembrar do post que escrevi falando dos filmes de Super-Heróis Genéricos.

Mas saiba que existe outra oprtunidade de ver seus heróis favoritos em ação alem dos filmes Hollywoodianos e suas versões genéricas.

Eu estou falando dos Fan Films!

Os Fan Films (filmes feitos por fãs) são produções independentes realizadas tanto de forma caseira quanto profissional sem finalidade lucrativa.

Por se tratarem de obras realizadas por fãs, podemos encontrar uma vasta gama de resultados… do filme tosco feito com action figures no quintal até produções dignas das obras em que foram inspiradas.

Com essas obras em mente que eu inicio uma série de Fan FilmS.

A primeira obra homenageada por essa série será o animê icônico dos anos 80 … AKIRA.

akira - akira

Este curta de 4:49 minutos narra uma das muitas batalhas sobre duas rodas de Kaneda 10 anos após a morte de Tetsuo.

Uma bela homenagem ao eterno personagem de Katsuhiro Otomo.

Bira descreve mesa redonda

11 de Fevereiro de 2010 @ 16:55 por Bira

Mesa Redonda03 - CIMG3290

Foi uma noite inesquecível.

Poder falar sobre Angelo Agostini para uma platéia atenta não tem preço.

Ter nesta platéia amigos (professores e alunos da Pandora) como Caio Yo, Fabiano, Kamila, Marcelo Mantovani, Mario Cau, Vitor Gorino, Ricardo, Rubinho, Sérgio e tantos outros foi demais.

Mas dividir a mesa com Djota e João Antonio Buhrer arrebentou qualquer boca de balão. São dois apaixonados pelos Quadrinhos e Caricaturas. Djota com seu fantástico site Mundo HQ e João com seus “Arquivos Incríveis” só abrilhantaram o bate-papo. O pessoal pode folhear edições facsimilares de Don Quixote, Revista Illustrada, Diabo Coxo e ouvir histórias de 150 anos atrás, realmente uma aventura e tanto na vida e obra do genial Angelo Agostini.

Mesa Redonda04 - CIMG3298 1

Iniciei tocando - o também italianíssimo Verdi - na gaita: “Va pensiero”, um trecho de sua ópera Aída.
Falamos da vinda de AA ao Brasil, suas primeiras publicações. Eu disse que era “O Cabrião”, imediatamente corrigido por João:

-Foi o Diabo Coxo!

Ricardo Quintana (um dos sócios da Pandora) reclamou:

- Bira, deixa o João com a parte histórica!
Risos na platéia.

Djota questionou se AA foi o primeiro a publicar Quadrinhos no mundo, já que primeira HQ publicada teria sido um livro de Rodolphe Töpffer em 1842 (27 anos antes de As Aventuras de Nhô Quim).
http://lambiek.net/artists/t/topffer.htm

E mais, que se considerarmos HQ imagens em sequência com mesmo personagem, as pinturas rupestres retratando caçadas, já faríam isto na pré-história.

Seguimos falando das aventuras e desventuras de um artista visionário num país-colônia. Suas lutas contra a escravidão, a hipocrisia, a corrupção. Seu apogeu e seu fim.ua relação comercial com os clientes. Seu caso amoroso extra-conjugal e de como foi utilizado pelos poderosos de então (os mesmos de hoje, donos das fazendas, dos bancos e da imprensa) para ameaça-lo e obriga-lo a fugir do Brasil, indo para Paris.

Mesa Redonda04 - CIMG3287

Falamos da sua genialidade e de como era uma figura incompreendida que só a distância do tempo permitiu que fosse mais ou menos compreendido.

Mas como disse o João:

“Não abordamos quase nada… Faltou falar tanta coisa!”

Pois não vai faltar oportunidade. A exposição vai seguir da Pandora para o Centro de Ciências Letras e Artes de Campinas, e lá, haverá mais um debate sobre a obra do Mestre.

http://www.ccla.org.br
O CCLA foi fundado em 1901 por um grupo de cientistas, artistas e intelectuais que decidiram criar na cidade de Campinas uma instituição em que se pudessem reunir para o estudo e a produção de atividades científicas e artísticas. O pioneirismo da idéia, que é notável em termos de Brasil do século passado e a conciliação com os ideais positivistas e republicanos, ressaltam a importância da cidade naquele período. Durante as primeiras décadas deste século, pela própria ausência de um órgão do governo dedicado exclusivamente a cultura, o CCLA reuniu e promoveu grande parte das produções culturais da cidade O CCLA conta hoje com uma Biblioteca de 150.000 volumes, uma Pinacoteca e dois Museus : Maestro Carlos Gomes e Campos Sales, além de uma Galeria de Arte, um Auditório para 220 pessoas, Sala de Leitura e Vitrine Cultural.

E de lá, em maio, a exposição irá baixar na Unicamp, como uma continuidade da discussão que fizemos no Ginásio da Unicamp (Cultura: Diversidade e Magia). Eu, Sebastian Marques e Euzébio Lobo conversamos sobre Magia nos Quadrinhos, Mamulengos e Capoeira. Uma das sugestões que ficaram foi de uma exposição sobre Angelo Agostini.

http://www.cori.unicamp.br/foruns/extensao/foruns_extensao.php

Esperamos que na próxima mesa-branca (ops, digo, redonda), ao som de Chopin na gaita (como sugeriu o João), o nosso nobre artista Angelo Agostini, também baixe e distribua entre nós toda a sua criatividade e ousadia.

Porque humor é isso!

E nós precisamos de muito humor!

Agradecimentos especiais ao Ricardo, Amilcar e Caio (da Escola Pandora) que batalharam MUITO para que a exposição e o debate acontecessem.

Quem quiser enviar caricatura de Angelo Agostini ou de seus personagens (como Diabo Coxo, Nhô Quim), envie arquivo (em qualquer técnica), formato A4, 300 dpi, para:

biradantas2000@gmail.com

Quem quiser receber os Arquivos Incríveis de J. Antonio, envie e-mail para:

jabuhrer.almeida@gmail.com

Quem quiser saber o que rola no mundo dos Quadrinhos e Cartuns:

http://www.mundohq.com.br/site/

Para ver todas as fotos do debate:

http://chargesbira.blogspot.com

Pandora promove mesa redonda em homenagem a Agostini

11 de Fevereiro de 2010 @ 15:54 por Camila

Mesa Redonda - 100220102750
Em homenagem ao centenário de morte do quadrinista Angelo Agostini, a Pandora, escola de desenhos promoveu uma mesa redonda no dia 10 de fevereiro, que contou com a presença do cartunista, quadrinhista e gaitista Bira Dantas, do jornalista e pesquisador de caricatura João Antonio Buhrer e do jornalista, professor e quadrinhista Djota Carvalho.

Contou com a participação de alunos, professores, convidados e admiradores do desenhista em um bate-papo descontraído, onde aconteceu produção de caricaturas, som da gaita do Bira e apreciação do trabalho de Agostini.

Mesa redonda02 - 100220102746

A discussão girou em torno da questão do pioneirismo do trabalho do desenhista no mundo, quando cada um dos convidados apresentava seu ponto de vista. Porém o fato de Agostini ter sido o pioneiro dos quadrinhos no Brasil é unânime.

Apesar da importância do desenhista, ainda são poucos os livros publicados que abordam a trajetória e desenvolvem a profundidade dos desenhos noticiados. Além de ter sido um dos pioneiros nos quadrinhos, Agostini também trabalhou com a questão do fotojornalismo. Agostini reproduzia as fotos em desenho, devido a forma de impressão do jornal na época que não permitia a publicação.

Mesa Redonda01 - CIMG3295

A Exposição segue até o dia 13 de fevereiro de segunda a sexta, das 9 às 19h, e aos sábados das 8 às 13h, na Pandora, escola de desenho, localizada à Rua Joaquim Novais, 146, Cambuí.

Sobre Ângelo Agostini

Nascido na Itália, veio para o Brasil com 16 anos e aprendeu português com fluência. Morando em São Paulo, aos 21 anos já fazia parte da equipe que comandava o periódico Diabo Coxo, que teve duração de três anos. Em seguida esteve a frente de O Cabrião. Os jornais editados pelo desenhista foram de grande relevância para a sociedade, pois na época a maioria era analfabeta. Seus trabalhos mostravam, desde o início, o poder que a charche exerce até hoje no jornalismo opinativo brasileiro.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, pois estava sendo perseguido em São Paulo, e trabalhou em revistas ilustradas, como Arlequim e O Mosquito, onde publicou um assassinato em forma de quadrinhos.
Jurado de morte, Agostini foi para Paris, em 1888, onde permaneceu por seis anos. Ao retornar ao Brasil, passa a reproduzir na Revista Ilustrada obras de museus renomados, como o Louvre, uma forma de divulgar e vulgarizar as artes plásticas.

Fundou a revista Don Quixote, onde desenhou capas fantásticas, que podem ser colecionadas por terem uma seqüência. Em 1905 deixa de ser proprietário e vai trabalhar na O Malho e posteriormente na Tico-Tico. Seus desenhos traziam traços considerados fortes para época. Ele se afastou do desenho antes de morrer, em 1910.

agostini neilima - agostini neilima

DIA 10/02 PALESTRA SOBRE A VIDA E OBRA DE ANGELO AGOSTINI, O CRIADOR DOS QUADRINHOS

5 de Fevereiro de 2010 @ 11:18 por Ricardo Quintana

A exposição conseguiu focar o grande criador e de alguns de seus personagens.

A escola sediará um bate-papo na próxima quarta-feira, dia 10/02, às 19h30, entre Bira Dantas, João Antonio Buhrer e Djota Carvalho com a intenção de jogar mais luz na produção de Agostini e no impacto que sua obra causou em toda a sociedade brasileira da época, nos profissionais do humor e na imprensa, que dava seus primeiros passos.

Bira Dantas (cartunista, quadrinhista, gaitista e outros “istas”)
João Antonio Buhrer (jornalista, pesquisador de caricatura e ex-blogueiro) http://www.grafolalia.blogger.com.br
Djota Carvalho (jornalista, professor, quadrinhista “Só dando gizada” e criador do site Mundo HQ)
http://www.mundohq.com.br http://mundohq.fotoblog.uol.com.br

As façanhas Agostinianas não são poucas não. Imagine que tudo se iniciou na década de 1860 (150 anos atrás). Sem internet, bancas de jornais ou livrarias especializadas em revistas. Com um sistema bancário e de correios ainda incipiente. Agora imagine que isso tudo foi engedrado por um jovem de apenas 16 anos, recém-chegado da Itália, que aos 21 fundaria um dos primeiros jornais ilustrados do mundo: O Diabo Coxo. É mole?
Este genial artista gráfico, criador da primeira HQ do mundo (As Aventuras de Nhô Quim) em 30 de Janeiro de 1869, fundou os mais importantes jornais do Brasil na época (Diabo Coxo, O Cabrião, Revista Illustrada) e colaborou com inúmeros outros (O Mosquito, Vida Fluminense, Tico-tico).
Suas charges eram lidas e discutidas por todos. Ele era realmente popular.
Infelizmente, morreu sem reconhecimento.

A Escola de Arte Pandora tenta minimizar isso, junto a tantas outras iniciativas no meio dos Quadinhos, com exposição de trabalhos meus, de Amorim, Bordalo Pinheiro, Bernardelli, Caio Yo, Clovis Lima, Edgar Franco, Fabiano Carriero, Leandro Doro, Marcelo Mantovani, Matheus Moura, Matheus Mazzari, Moretti, Morettini, Nei Lima, Pacheco, Spacca, Toni d’Agostino, Uenderson, Will -e o próprio Angelo Agostini- dão a graça de seus traços em honra do nosso passado.Veja as imagens no blog do Bira (http://chargesbira.blogspot.com)

Sempre é tempo de provar que temos memória e que um Mestre como Angelo Agostini não deve ser esquecido.

BATE PAPO: “AGOSTINI, ONTEM, HOJE, SEMPRE!”
10/02 (quarta), às 19h30
Na Pandora
Com Djota Carvalho, Bira Dantas e João Antonio Buhrer.

Exposição até 13/02.
Das 9h00 às 19h00 (de segunda à sexta) e das 9h00 às 13h00 (sabado)

Pandora, Escola de Arte
Rua Joaquim Novais, 146
Fone (19) 3234.4443
Cambuí • Campinas - SP

Guernica

4 de Fevereiro de 2010 @ 22:09 por Arian

Guernica é uma obra impactante, uma tela pintada óleo com 782 x351 cm, que Pablo Picasso apresentou ao mundo em 1937 na Exposição Internacional de París.

A tela, em preto e branco, representa o bombardeio que ocorreu na cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 pela ação de aviões alemães e atualmente está exposta em Madrid no Centro Nacional de Arte Rainha Sofía.

guernica - guernica

Agora uma artista de Nova York chamada Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de animação digital, criou uma versão 3D desta célebre obra de arte e postou sua criação no You Tube.

O resultado é fascinante e nos permite visualizar os detalhes, que de outra forma, passariam despercebidos.

Dica do seu colaborador favorito é publicada no Omelete

31 de Janeiro de 2010 @ 18:10 por Arian

Aqui está a reportagem do site Omelete sobre uma dica do filme Lanterna Verde que eu enviei por e-mail para os editores:

Mais supostas artes de Lanterna Verde caem na rede

Imagem do Guardião parece legítima, mas Sinestro de mullet não dá

29/01/2010Marcelo Hessel


Depois das artes conceituais de Abin Sur, Tomar-Re e Kilowog, agora caem na rede mais supostos designs de personagens de Green Lantern, o filme do Lanterna Verde da DC Comics. Veja na galeria um Guardião (que parece ter saído da mesma fonte das artes anteriores) e um suspeito Sinestro.
Os designs saíram no fórum Green Lantern Corps e são de origem duvidosa. O usuário que publicou a imagem do Guardião se limita a dizer: “Finalmente! Estou sentado nessas imagens há meses esperando começar a vazar”.

Ryan Reynolds (Hal Jordan), Peter Saarsgard (Hector Hammond) e Blake Lively (Carol Ferris) já estão no elenco. Mark Strong deve interpretar Sinestro. As filmagens começam em março, com direção de Martin Campbell (Cassino Royale). A estreia é prevista para 17 de junho de 2011.

Leia mais sobre Lanterna Verde

(o)gradecimento: Arian Carneiro

Imagem 1Imagem 2Imagem 3Imagem 4Imagem 5Imagem 6Imagem 7Imagem 8Imagem 9

Aqui estão as imagens que apareceram primeiro pela Internet:

Agora seguem as imagens que eu encontrei em um post do site Latino Review e enviei para o Omelete:

 
 

Veja o trailer de The Losers

29 de Janeiro de 2010 @ 20:16 por Arian

Veja agora o ótimo trailer de The Losers, filme baseado na HQ da DC/Vertigo (2003/2006)

thelosers 01 - thelosers 01

<a href="http://video.msn.com/?mkt=en-us&#038;from=sp&#038;fg=MsnEntertainment_MoviesTrailersGP2_a&#038;vid=1b9d070f-aff2-47f6-8a86-9b2b44ec4fc6" target="_new" title="'The Losers' Exclusive Look">Video: &#8216;The Losers&#8217; Exclusive Look</a>

30 de janeiro:

29 de Janeiro de 2010 @ 18:51 por Ricardo Quintana

Dia Nacional do Quadrinho
e um século sem o pioneiro das HQs no Brasil

Exposição na Pandora em Campinas, homenageia Angelo Agostini e o Dia da HQ Nacional

Agostine por Pacheco - Angelo Agostine

30 de janeiro é um dia especial para a arte brasileira, afinal é nesta data que se comemora o Dia Nacional dos Quadrinhos. Neste ano de 2010, porém, a homenagem é dupla: afinal, em 28 de janeiro de 1910, portanto há um século, morria Angelo Agostini, precursor do quadrinho nacional e razão do dia 30 ter sido estabelecido como Dia Nacional dos Quadrinhos: foi em 30 de janeiro de 1869 que o autor publicou a primeira história em Quadrinhos no Brasil (Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à Corte). Para lembrar a ocasião em dose dupla, a Pandora Escola de Arte promove, de 29 de janeiro a 13 de fevereiro, uma exposição tendo Agostini como tema.

“Agostini foi um artista gráfico genial e, além de ter criado a primeira HQ, fundou os mais importantes jornais do Brasil na época - (Diabo Coxo, O Cabrião, Revista Illustrada) - e colaborou com inúmeros outros (O Mosquito, Vida Fluminense, Tico-tico). Suas charges refletiam a situação política e cultural com humor acurado e eram lidas e discutidas por todos”, pontua o cartunista Bira Dantas, professor da Pandora e estudioso da vida de Agostini.

Bira ressalta que, apesar de ser realmente popular na época, Agostini morreu sem grandes reconhecimentos. “Só posteriormente é que veio o Dia do Quadrinho Nacional, a divulgação de que ele já fazia histórias antes de Richard Outcalt (tido por muitos como “o criador” das histórias em quadrinhos). Esta exposição que faremis também é uma forma de reforçar esse reconhecimento”, diz.

Ao todo, serão mais de duas dezenas trabalhos (ilustrações, charges, caricaturas, cartuns e desenhos diversos) que poderão ser conferidos gratuitamente pelo público, de segunda a sábado. Além da arte de professores e alunos da Pandora, serão expostos desenhos e ilustrações feitas especialmente para a exposição por quadrinistas de renome, como Marcio Baraldi (Roco Loko), Franco de Rosa, Kipper, Morettini, Ruy Jobim, Shimamoto, Spacca, Edgar Franco, Mastrotti, Matheus Moura, Stocker, Amorim, Will e Gualberto .

Agostini foi o primeiro?

Muito se debate sobre quem foi o primeiro autor de histórias em quadrinhos no mundo. A versão mais divulgada é de que a primeira HQ seria Yellou Kid, personagem de Richard Outcalt lançado em 1895 por Richard Outcalt, 26 anos, portanto, depois de Angelo Agostini.

“Na verdade, Outcalt ganhou fama porque foi o primeiro a publicar seu trabalho em um jornal de grande circulação, o New York World, e de maneira mais sistemática. Além disso, apesar do personagem principal ter seus textos escritos na própria camisa, ele usava balões para os demais participantes da história, enquanto Agostini colocava os textos abaixo dos desenhos”, pontua o jornalista e cartunista DJota Carvalho, mestre em educação pela Unicamp e autor do livro A educação está no gibi (Papirus Editora).

Carvalho ressalta, porém, que outros usaram balões antes de Outcalt, assim como havia formas de narração precursoras dos quadrinhos também antes de Agostini. “Em 1827 o suíço Rudolph Topffer já publicava histórias ilustradas divididas em quadrinhos, com personagem fixo e separação de texto e imagem. Em 1702 já havia o mangá (quadrinho japonês) Tobae Sankokushi e há quem considere histórias ilustradas chinesas que datam de Antes de Cristo como precursoras das HQs. Se pensarmos bem, as pinturas rupestres também são espécies de HQ, já que usam desenhos em sequência para narrar histórias”, diz.

Para Carvalho, o fundamental é que Agostini é sem dúvida o pioneiro dos quadrinhos do Brasil e, com certeza, um dos primeiros mestres da nona arte no mundo. “A discussão de quem fez primeiro, em minha opinião, tem menos relevância do que a contribuição inquestionável de Agostini ao mundo das artes gráficas. Ele tem que ser reverenciado e lembrado sempre, pois faz parte da história do Brasil de maneira inequívoca e a qualidade de seus trabalhos é fabulosa.”

Exposição Dia do Quadrinho nacional: Um Século sem Angelo Agostini
Data: de 29/01 à 13/02.
Das 9 às 19 horas (de segunda à sexta) e das 9 às 13 horas (sábado)
Local: Pandora Escola de Arte - Rua Joaquim Novais, 146 - Fone (19) 3305.4731
Cambuí - Campinas (SP)

Quem foi Angelo Agostini

angelo agostini will - angelo agostini will

O ítalo-brasileiro Angelo Agostini nasceu em Piemonte, no ano de 1943 e passou a infância em paris, acompanhando a mãe, a cantora lírica Raquel Agostini. Aos 16 anos (em 1859), mudou-se para São Paulo e, cinco anos depois, iniciou a carreira como cartunista e publisher ao fundar o jornal Diabo Coxo – primeiro jornal ilustrado da capital paulista.

Em 1865 o Diabo foi fechado e, em 1866, Agostini voltou a carga lançando a revista O Cabrião. Crítica e polêmica, a publicação foi a falência um ano depois, após ter tido inclusive sua sede depredada por populares em virtude das constantes críticas do cartunista ao clero e aos escravagistas paulistanos. Foi nas páginas de O Cabrião, porém, que Agostini lançou sua primeira história ilustrada, As Cobranças.

Cansado da perseguição em São paulo, Agostini mudou-se ainda em 1867 para o Rio de Janeiro,, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura – com direito a inúmeras charges ironizando o governo de Pedro II e importantes figuras da sociedade carioca. No Rio colaborou com, entre outras, as revistas O Mosquito e Vida Fluminense. Nas páginas desta última publicou, em 30 de janeiro de 1969, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte – primeira HQ brasileira e sem dúvida uma das primeiras do mundo, anterior inclusive a The Yellow Kid, que por convenção estabelecida pelos Estados Unidos muitas vezes é apontada como “ a primeira HQ”.

Em 1º de janeiro de 1876, Agostini fundou a Revista Illustrada na qual criou uma nova HQ em 1883, com o personagem Zé Caipora, que dava título à história. Caipora sria publicado também nas revistas O Malho e Don Quixote.

Em 1884, uma aluna de Agostini, Abigail de Andrade, chamou a atenção do mestre, que era casado, mas começou a se envolver romanticamente com a pupila. Abigail foi a única mulher a receber uma medalha de ouro por trabalhos expostos no Salão Imperial naquele ano e recebia grandes elogios da crítica.

Agostini conseguiu manter o romance escondido, a princípio, e em 1886 voltava a chamar atenção com seu trabalho: publicou todas as aventuras de Zé Caipora em fascículos – para muitos, a coletãnea é considerada como a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.

Em 1888, porém, o relacionamento com Abigail se tornaria um escãndalo de grandes proporções na sociedade carioca com o nascimento da filha do casal, Angelina. Agostini, então, foi obrigado a se mudar com a a moça e o bebê para Paris. Em 1890, o casal teve um novo bebê, desta vez um menino, Angelo. Mas o garoto faleceu ainda pequeno e, logo depois dele, Abigail também morreu.

Agostini voltou então ao Brasil com a filha – Angelina, que faleceu em 1973, viria a se tornar uma pintora reconhecida no Rio de Janeiro – e fundou a revista Don Quixote (1895-1906), além de colaborar com a famosa revista de quadrinhos Tico-Tico. O autor publicou Zé Caipora até 1906 e, quatro anos depois, em 28 de janeiro de 1910, faleceu na capital carioca.

Genéricos

27 de Janeiro de 2010 @ 13:05 por Arian

A maioria das pessoas dizem que nada é melhor do que o original, mas eu adoro um bom genérico!

O Guaraná Antartica é gostosinho… mas nada melhor do que um Cotuba, um Arco-Irís, um Iturbaína ou o clássico dos clássicos… GUARANÁ JESUS*!!! Hahaha!

* Este último existe tão e somente no Maranhão, é cor de rosa, tem cheiro de canela, sabor de detergente (já experimentei e posso atestar este fato) e detem o título de refrigerante mais vendido em todo o estado. É verdade… a Coca-Cola teve que comprar a marca para parar de apanhar mais do que mulher de malandro no estado! Hihihi!

Esta regra muitas vezes também é valida no mundo do entreterimento!

Quantas vezes você não foi ao cinema morrendo de ansiendade para ver o seu personagem de HQs favorito ganhar vida e acabou encontrando uma versão tosca do que esperava? Principalmente se você, como eu, queria ver uma adaptação decente nos anos 90! Argh… Batman Forever… argh!!!

Mas parece que a 7ª arte resolveu dar uma trégua aos fãs de quadrinhos quando lançou em 2000 o aguardado X-Men.

A maré de porcarias parecia ter terminado com o lançamento de Homen-Aranha e Batman Begins.

Mas mesmo com esse “Bum” do cinema de HQs os estudios de Hollywood continuavam tentando enfiar uma porcaria ou outra na garganta dos inocentes espectadores… como Mulher Gato ou Elektra.

Mas o problema mesmo surgiu quando o mal gosto começou atingir grandes franquias!

Quem não achou que Homem-Aranha 3 teve a mesma qualidade de roteiro que uma dessas novelas de mutantes da Record ou que Wolverine ficou um verdadeiro “samba do crioulo doido”?

Mas se é para ficar com a versão genérica dos nossos herois… por que pagar por isso?

Saiba que tem um monte de genéricos do seu super-herói lhe esperando no Youtube totalmente de graça!

A minha primeira recomendação de genérico é uma versão “spaghetti” do nosso querido amigo da vizinhança… Homen-Aranha!

Agora veja o “cabeça de teia” na sua versão Jaspion… com direito até a robô gigante e nenhuma semelhança com as histórias originais.

Depois de enfrentar seu clone malígno e sua versão “loiro-nuclear” em seus dois últimos filmes… Superman foi parar em um interminável musical de Bollywood.

Ridículo por ridículo… vamos misturar tudo e ver o que vira…hahaha!