Mario Cau, no MSP+50

10 de Junho de 2010 @ 19:09 por Ricardo Quintana

Em 2007, tentando organizar o encontro de Ilustradores de Campinas, conheci através do IlustraGrupo (lista de discussão dos Ilustradores) a Aline Boetcher e o Mario Cau.

Eu já havia trocado alguns e-mails com o Mario (no IlustraGrupo) e não tinha ido muito com a cara dele… Respondi alguma coisa que ele perguntou e o bonitão não me respondeu nem agradecendo nem criticando e eu fiquei muito indignado (é, Marião, você vai ouvir isso o resto da vida). Ao nos reunirmos para o encontro de ilustradores – que naquela ocasião ganhou o nome de Sandubão Ilustrado –, nos encontramos no Franz Café, e pude conhecê-lo um pouco melhor.

O Sandubão aconteceu com umas 20 pessoas, entre elas, estava meu grande amigo e também professor da Pandora Bira Dantas, que sugeriu chamar o Mario para dar aula na Pandora, mas, naquela época, estávamos com nosso quadro completo e a coisa acabou não acontecendo.

Poucos meses depois, um dos nossos professores precisou sair e surgiu a necessidade de procurar alguém. Como já tinha a indicação do Mario e eu sabia que ele dava aula no Estúdio Paulo Branco (que agora também é professor da Pandora), liguei e ele entrou para a nossa equipe em setembro de 2007.

Nesses quase três anos, vimos uma grande evolução no trabalho do Mario. Ele finalmente começou a publicar sua “Pieces”, com histórias e arte dele mesmo, desenhou vários projetos menores e revistas independentes, publicou algumas coisas no mercado americano e ainda fez free-lances para várias agências e editoras.

E agora, em março de 2010, mais precisamente no dia do aniversário do Bira, o Marião, com um sorriso de orelha a orelha me deu a notícia:

— RICHARD!! VOCÊ ESTAVA ACOMPANHANDO O TWITTER HOJE??? – E, sem me dar tempo para respoder, concluiu – CARA, VOU DESENHAR UMA HISTÓRIA NO MSP + 50 DO MAURÍCIO DE SOUZA!!!

MSP+50 Mario Cau - Mônica

Pra entender como o Mario estava nesse dia, é mais ou menos como se você tentasse colocar toda a roupa que você está vestindo dentro da sua carteira… é, ele não cabia em si, de verdade.

Depois da notícia, todos nós temos acompanhado o dia-a-dia do Mario e a cada dia mais alegrias. Os esboços prontos, as páginas finalizadas, as primeiras cores feitas pelo Caio Yo, a visita do Mario ao Estúdio do Mauricio e, acredito que o ciclo de felicidade quase insuportável do Mario só irá terminar quando ele pegar o exemplar impresso da revista. Bom, particularmente, acho que ele nunca vai deixar de pensar nessa história com grande alegria e felicidade, afinal a realização de um sonho de infância é algo que vai te acompanhar para o resto da vida.

Mas, melhor do que eu ficar falando sobre a história, é ouvir do próprio Mario como tudo aconteceu. Com isso, por dois motivos, fiz uma pequena entrevista com ele. Primeiro, para registrar esse momento para a posteridade e, segundo, porque poucas pessoas tem a felicidade de ser chefe dos seus ídolos. E eu sou uma dessas pessoas, e não poderia deixar passar.

Ricardo: — Como e quando você recebeu a notícia da sua participação no MSP + 50?
Mario: — Foi no começo de fevereiro. Recebi uma ligação do Sidney Gusman, editor da MSP 50. Foi um diálogo bem divertido, que eu trasncrevi depois no Blog e na entrevista pra Banca de Quadrinhos:
M: — Alô?
SG: — Alô! Mario Cau?
M: — Isso, sou eu. Quem é?
SG: — Sidney Gusman, meu velho! Como está?
M: — Grande Sidão! Tudo bem por aqui! E você?
SG: — Tudo bem, Mário. Seguinte, tenho uma pergunta pra vc.
M: — Manda!
SG: — Você sabe guardar segredo?
M: — Ãhn… Acho que sim, sei sim…
SG: — Então, bem-vindo ao time do MSP + 50!!!
M: — AAAAAAAAAAEEEEEEEEEHHHHHHHH!!!! 8- D

Na hora, eu nem sei dizer o que senti. Era felicidade descomunal e, até agora quando penso nisso, fico sorrindo por algum tempo que nem bobo.
Houve um fato legal ano passado, que meio que me preparou para isso. Estávamos na FIQ, em Belo Horizonte. Numa tarde, eu, Sidão, Pablo Mayer, Diogo César e mais umas pessoas estávamos conversando sobre como o MSP 50 tinha sido maravilhoso. E o Sidão disse que nós 3 tínhamos sido considerados para o primeiro livro, mas como era muita gente, não rolou. Fiquei honrado de ter sido, pelo menos, considerado por ele. E claro, o Brasil tá cheio de gente muito boa, claro que eu ficaria de fora. Mas aí ele disse que se, por acaso, rolasse um segundo livro, nós também seríamos considerados. No final, tanto eu quanto o Pablo fomos convidados para o segundo!

Ricardo: — Por que você não contou pros amigos sobre a sua participação?
Mario: — Eu não podia! A pedido do Sidney eu ia guardar segredo até que ele revelasse os nomes, o que levaria um tempo ainda. E valeu a pena esperar. O Sidney fez toda uma mobilização no Twitter, revelando 5 nomes por dia. O meu foi da primeira ou segunda leva, então eu aguentei menos do que o resto da equipe. E no momento que ele e eu divulgamos, eu já estava com o roteiro aprovado, e a HQ inteira desenhada. Estava, se bem lembro, fazendo a arte-final. E ninguém sabia.
Um dia, numa aula da Pandora, meu aluno Vencys_lao perguntou se eu tinha sido chamado pro MSP + 50, e eu, que já tinha sido, disse que ainda não. O Sidão já tinha divulgado que o time estava completo, e nessa conversa acho que deu a entender que eu não tinha sido chamado. Mas, por dentro eu queria contar.
Outro fato engraçado foi que um dia os alunos estavam folheando meu sketchbook, e o mesmo Vencys_lao viu a página onde eu tinha desenhado/escrito o roteiro da MSP + 50. Ele perguntou: “— É a Turma da Mônica?”, e eu tremi na base, e respondi: “— É”. E ficou por isso mesmo. Ele nem percebeu que era desse projeto!

MSP+50 Mario Cau - Cebola e Mônica

Ricardo: — Foi difícil segurar a língua e não dizer nada?
Mario: — Foi, era desesperador! Eu chegava para dar aulas e ficava louco pra anunciar o fato. Mas não podia. Eu quase contei pra muita gente, inclusive quando inaugurei meu apartamento novo. Lá pelas tantas, sobraram umas 5, 6 pessoas. Se não fosse pela minha amiga Fran, eu, já meio alto, teria contado pra todo mundo! Ela sabia que eu tinha uma coisa pra contar e não podia, então me impediu. As únicas pessoas que sabiam disso desde o início foram meus pais e meu irmão. Logo que fui convidado, desliguei o telefone e liguei na hora pra eles… Não tinha como não contar pra eles.

Ricardo: — Sobre qual personagem é a sua história?
Mario: — Bom, era para ser uma surpresa, no início. Mas depois que o Sidão falou num programa sobre eu usar o Louco, aí eu desencanei. A princípio iria divulgar como uma HQ do Cebolinha e da Mônica. Mas é, temos o Louco, um dos meus personagens favoritos da Turma. A Mônica aparece só no final, mas eu não vou estragar contando o final, né?

MSP+50 Mario Cau - Cebola

Ricardo: — E como surgiu a idéia?
Mario: — Sabe quando você TEM que ter uma ótima idéia, e fica lá jogando idéias num papel, pensando e remoendo, e nada de bom sai? Eu comecei a pensar na história logo depois que fui convidado.
Eu sabia mais ou menos o que queria com a HQ, então fiquei transitando em como contar aquilo. Ia fazer uma HQ com o Cebola e a Mônica já adultos, voltando pra casa e conversando sobre a infância. Pensei em usar o Xaveco, personagem secundário que todos zoam, e colocar o ponto de vista dele. E queria usar o Louco, mas não sabia como encaixar a loucura dele nas minhas histórias.
E aí, um belo dia, as idéias começaram a se encaixar, e eu fui anotando e desenhando loucamente no meu caderno. Terminado, digitei, mandei pro Sidão e alguns minutos depois ele me ligou parabenizando pelo roteiro. Fiquei absurdamente honrado.

Ricardo: — Por que você chamou o Caio Yo para colorir sua história?
Mario: — Bom, sempre disse que eu não sou um pintor, no máximo um colorista. Existe uma boa diferença aí. E o Sidão me pediu uma HQ colorida, apesar de saber que, geralmente, eu faço em PB. Não posso revelar demais, mas as cores tiveram um papel importante na elaboração do roteiro. Eu tinha muito bem definido o que queria quanto às cores nessa HQ. E sabia que muito provavelmente eu não conseguiria fazer como queria.
Quando vi que o prazo estava terminando, convidei o Caio. Sempre gostei muito do trabalho de cores que ele faz, e era exatamente o que eu precisava praquela HQ, indo até além do que eu esperava. O Caio fez um trabalho maravilhoso, e além de colorir a HQ comigo, também fez o letreiramento.

MSP+50 Mario Cau - Cebola

Ricardo: — E pra fechar, como foi conhecer o Mauricio?
Mario: — Foi fantástico. Difícil descrever em palavras. Foi um sonho de criança realizado! Desde pequeno, a Turma da Mônica sempre esteve presente na minha vida. Aprendi a ler, a desenhar e a ser cidadão com as historinhas. E sempre quis conhecer o Maurício, e o estúdio, e ver de perto a produção disso. Desde o momento que firmei a vontade de ser quadrinista, então, o desejo só aumentou.
Nessa visita que fiz com o Danilo Beyruth à MSP, conhecemos não só o tour básico do estúdio (com todos aqueles artistas fantásticos criando as HQs… Você tem que ver, é muito legal; dá vontade de pegar uma mesa e começar a desenhar junto com eles), mas também o estúdio de dublagem dos desenhos animados, o arquivo do Maurício, que tem quase TUDO que ele já desenhou. Pegamos nas mãos a primeira tira do Penadinho, toda amarelada; e uma tira de Os Souzas, que quase ninguém conhece. Nessa tira, pude ver a técnica do Maurício, de pincel, pena, e cara, ele É mestre. Dá gosto de ver aquela qualidade de traço diretamente dos anos 70.
Ficamos com o Maurício na sala dele, mostrando desenhos, trocando gibis, autógrafos, comentários. Falamos de materiais, de mercado, de sonhos. O cara é uma máquina de idéias, e acredite, a gente ainda vai ouvir muita coisa legal vinda dele. Também tive a chance de conhecer o Mauro Souza e o Zé Márcio Nicolosi, que eu admiro demais.
Saí de lá me sentindo uma criança cheia de sonhos. E quer coisa melhor para um artista que isso?

Logo depois de feita a entrevista com o Mario, essa semana, saiu a noticia de que a Revista Pieces, escrita e desenhada por ele está concorrendo ao HQMIX desse ano. Definitivamente, 2010 é o ano do Mario no Horoscopo do Quadrinho brasileiro. Parabéns Marião, estamos torcendo por você.

PANDORA NO FILC 2010.

8 de Junho de 2010 @ 19:20 por Sizue

Stand da Pandora - Stand da Pandora no Filc

Neste último domingo, dia 06 de junho, a Pandora Escola de Arte e o Segundo Festival Internacional de Leitura em Campinas – FILC encerraram suas atividades no CIS Guanabara e no Largo do Rosário com “chave de ouro”.

O Evento realizado pela Prefeitura Municipal de Campinas e a Unicamp, com correalização do SESC-SP, teve uma repercussão positiva, com muita arte e cultura, para os visitantes do festival, vindos de toda região metropolitana de Campinas.

FILC no Largo do Rosário - Entrada do Filc no Largo do Rosário

O festival proporcionou aos visitantes a oportunidade de conhecer um pouco melhor a Pandora Escola de Arte, e mais, tiveram a oportunidade de participar dos nossos workshops, sessões de caricatura e das nossas palestras com profissionais de renome como: Ricardo Quintana, Bira Dantas, Caio Yo, Mario Cau, Paulo Branco, Fabiano Carriero e Sergio Campelo e ainda puderam acompanhar os alunos desenhando em nosso stand na Estação Guanabara.

WORKSHOP DE CARICATURA COM BIRA DANTAS - Bira ensinando a desenhar caricaturas

A Pandora mais uma vez fez parte de um importante evento do calendário cultural de Campinas, podendo assim transmitir a sua missão a todos!

“Desmistificar a arte, tornando-a uma ferramenta básica para o crescimento psicológico, social e profissional do ser humano”.

WORKSHOP DE MANGA COM CAIO YO - Caio, professor da Pandora, ensinando a desenhar manga

workshop de manga com Caio Yo

SESSAO DE CARICATURA 1 2 3 4 5 - Fabiano Carrieiro, Paulo Branco e Ricardo Quintana desenhando caricaturas ao vivo

Sessao de Caricatura ao vivo Com: Fabiano, Paulo e Ricardo

COMO ILUSTRAR UM LIVRO COM RICARDO QUINTANA - Palestra de Ricardo Quintana

Palestra: Como ilustrar um livro infantil, com Ricardo Quintana

DESENHANDO UMA HISTORIA COM PAULO BRANCO - Paulo Branco desenhando uma historia enquanto ela e contada

Paulo Branco desenhando uma Historia ao vivo, enquanto ela é contada

PALESTRA CONTANDO HISTORIA - Caio Yo, Ricardo Quintana e Mario Cau

Moe, Larry e Curly

Alunos desenhando no stand - Sergio Campelo e Thiago Bastos

Os Alunos da Pandora Sergio Campelo e Thiago Bastos desenhando

WORKSHOP DE CARICATURA COM BIRA DANTAS - Sergio aproveitou para fazer sua caricatura com Bira

A caricatura mais facil que o Bira já fez

DESENHANDO NO STAND - Thiago Bastos e Caio Yo aproveitaram para desenhar

O aluno Thiago desenhando e o professor Caio não fazendo nada

Assistente Thiago Bastos - Depois de desenhar Thiago ajudou o Bira como assistente

Thiago Bastos com sua caricatura, auxiliando Bira Dantas

MARIO CAU  - O Mario aproveitor para distribuir autografos do seu livro Pieces

Mario Cau autografando seu Pieces

TV UNICAMP E PANDORA - A tv Unicamp aproveitou para entrevistar o Ricardo Quintana, Caio Yo e Mario Cau

TV Unicamp entrevistando o trio parada dura

Pandora e Segundo Festival Internacional de Leitura em Campinas – FILC

26 de Maio de 2010 @ 12:07 por Sizue

2 filc - logo festival

Por mais um ano a Pandora tem a honra de participar do 2º Festival Internacional de Leitura em Campinas – FILC, um evento que tem como objetivo propagar o hábito da leitura. Por se tratar de um importante evento literário o FILC já faz parte do calendário cultural oficial da Região Metropolitana de Campinas, em 2009 foram mais de 50 mil visitantes. Assim como a PANDORA o FILC vem ganhando cada vez mais notoriedade.
Este ano o Festival acontece do dia 29 de Maio ao dia 06 de Junho, das 10h às 22h, no CIS – Estação Guanabara, e a grande novidade é que simultaneamente o Festival conta com atividades no Largo do Rosário.

Bira Filc 2009 - palestra sobre caricatura de Bira Dantas

O Evento conta com participações de autores de renomes nacionais e internacionais, diversas editoras de livros, atrações infantis, peças teatrais baseadas em clássicos da literatura, atrações musicais, tendas gastronômicas com chefs de sucesso, entre outras. E claro que a Pandora não poderia faltar em um evento cultural como este; estaremos lá expondo nossos trabalhos, participando de várias atividades e agregando o evento com a arte do desenho.

Oficina de Manga Caio Yo - Caio Professor da Pandora no Filc 2009

Anote na sua agenda os dias e horários em que a PANDORA vai realizar as atividades no FILC:

Estação Guanabara
30/05 – 16h - Como ilustrar um livro infantil com Ricardo Quintana;
01/06 - 15h - Workshop de mangá, com Caio Yo e Gabrielle Mayla;
03/06 – 10h - Sessões de caricatura e mangá ao vivo;
05/06 – 11h - Workshop de caricatura com Bira Dantas e Paulo Branco;
05/06 – 15h - Como contar uma história com imagens Caio Yo, Mario Cau e Ricardo Quintana.

Largo do Rosário
29/05 – 13h - Sessões de caricatura e mangá ao vivo;
06/06 – 13h - Sessões de caricatura e mangá ao vivo;
06/06 – 15h - Desenhando uma história.
* todas as atividades são realizadas por professores da Pandora Escola de Arte.
*Entrada Franca

EXPO ANGELO AGOSTINI INVADE A UNIVERSIDADE

18 de Maio de 2010 @ 12:36 por Ricardo Quintana

angelo agostini unicamp - angelo agostini unicamp

A exposição acontece no Espaço de Arte da CDC (Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural - Unicamp). De 19 de maio a 2 de junho de 2010.

Abertura dia 19/05, às 13h00

Com trabalhos de Alan Souto Maior, Amorim, Bira Dantas, Bordalo Pinheiro, Bernardelli, Caio Yo, Cedraz, Clovis Lima, Edgar Franco, Emir Ribeiro, Eduardo Vetillo, Fabiano Carriero, Fernandes, Flávio de Almeida, Head (Fabrício), Hilton Mercadante, João Antonio Buhrer, João Guilherme (Jogul), Laerte, Leandro Doro, Marcelo Mantovani, Marcio Marchini, Mario Mastrotti, Matheus Moura, Matheus Mazzari, Mauricio Rett, Moretti, Morettini, Nei Lima, Nestablo Ramos Neto, Pacheco, Rice Araujo, Siqueira, Spacca, Toni d’Agostino, Uenderson, Will e William MR retratam, em caricaturas, o Mestre dos Mestres: Angelo Agostini.

As façanhas Agostinianas não são poucas não. Imagine que começou a publicar suas charges na década de 1860 (150 anos atrás). Sem os meios de reprodução gráfica competentes, sem internet, banca de jornal ou livraria especializada. Com uma sociedade atrasada, uma nobreza provinciana e escravagista; um sistema bancário, de imprensa e de correios ainda incipiente e a litogravura como a única forma de reproduzir suas charges e caricaturas. Agora imagine que apesar de tudo isso, um jovem de apenas 16 anos -recém-chegado da Itália- aos 21 fundaria um dos primeiros jornais ilustrados do mundo: O Diabo Coxo.

Este genial artista gráfico, criador de uma dos primeiros Quadrinhos do mundo (As Aventuras de Nhô Quim) em 30 de Janeiro de 1869, fundou os mais importantes jornais do Brasil na época (Diabo Coxo, O Cabrião, Revista Illustrada) e colaborou com inúmeros outros (O Mosquito, Vida Fluminense, Tico-Tico).
Suas charges eram lidas e discutidas por todos. Ele era realmente popular.
Infelizmente, morreu sem reconhecimento.

No começo deste ano (100 anos da morte do Mestre), a Pandora Escola de Arte tentou minimizar essa lacuna, e lançou o desafio de se caricaturar o Mestre da Charge-retrato, tudo exposto na Escola Pandora e no Blog do Bira, que conta também com “Os Arquivos Incríveis” do pesquisador João Antonio Buhrer.

Nova Pandora

17 de Maio de 2010 @ 18:37 por Ricardo Quintana

Se você ainda não conhece a Nova Pandora, faça uma visita virtual a nossa casa.

Qualquer coisa em “Estilo Mangá”: O lado bom e o lado (muito) ruim

4 de Maio de 2010 @ 03:22 por Caio Yo

Texto feito por Caio Yo, professor de mangá da Pandora, originamente postado em seu blog e em outros sites: http://caioyo.blogspot.com/

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emestilomanga - emestilomanga

Parece que muitas coisas andam sendo ressuscitadas, recicladas e ““convertidas”” (só duas aspas não bastam) em mangá. Há nove ou dez anos, o ‘estilo mangá’ não era algo que garantia sucesso e lucro. Muito pelo contrário. Eram pouquíssimas as pessoas que sabiam definir com exatidão o que era e o que não era mangá, e o próprio era muito mal visto e evitado pelos fãs de quadrinhos em geral - salvo raras exceções.

Nessa época, o mercado ainda não era muito bem ‘alimentado’ de obras japonesas -, e o momento foi muito propício para o surgimento de grandes - e talentosos - ícones do mangá brasileiro. A época era boa para quem desenhava e produzia histórias em mangá no Brasil, e foi bem aproveitada.

Hoje em dia, no entanto, com a importação de tantos mangás que invadiram e revolucionaram o mercado editorial brasileiro - e o surgimento de muitos fãs sedentos - muita gente anda querendo pegar uma carona no rabo desse cometa…

O surgimento de obras de qualidade bastante discutível vem tornando o gênero, de certa forma, sinônimo de oportunismo e desrespeito com o leitor. Editores têm abusado da possibilidade de publicar revistas com o chamariz do “estilo mangá”, para arrebanhar leitores desavisados. Eu me assusto sempre que acho algo novo desse tipo, nas bancas e livrarias, pensando que o público vai começar a ter uma visão muito errada do que é o mangá.

Mas não podemos tapar os olhos pelo menos alguns pontos positivos da experimentação do estúdio MSP: a Turma da Mônica Jovem.
Sendo sincero, no início achei uma idéia oportunista e que seria mal explorada, mas devo dizer que quando leio partes dos novos volumes me surpreendo. A qualidade gráfica e dos roteiros vêm melhorando. O estúdio parece ter investido para se aprofundar no estilo, e, apesar de às vezes tropeçarem, andam tentando não cair numa mesmice superficial do mangá como muitos - até mesmo a Marvel - já caíram…

Em certos aspectos, o sucesso foi claro. A primeira tiragem do primeiro volume, de 80 mil exemplares, esgotou em pouco tempo. A segunda tiragem foi de 230 mil exemplares – a maior para um primeiro volume de um projeto do estúdio. A partir daí, todos os volumes passaram a ter uma tiragem ainda maior. Só para se ter uma idéia: a tiragem média dos mangás japoneses publicados no Brasil é de 40-50 mil exemplares.
Isso prova que, em algum aspecto, a TMJ revolucionou, sim, o mercado editoral brasileiro de mangá.

Isso se deve, principalmente, ao fato de que a TMJ conquistou um público novo, distante dos fãs tradicionais do gênero. Quem compra a revista, em sua maior parte, não são os amantes do mangá, mas crianças, jovens e adultos que já eram compradores assíduos da Turma da Mônica. O que aconteceu foi que a revista se tornou uma “ponte”: seus leitores passam, aos poucos, a ler também outros mangás.
Talvez não caiba aqui discutir se a linguagem e a representatividade do mangá foram ou não bem entendidas pelo projeto, mas sim o fato de que isso marca o nascimento de um possível estilo tupiniquim de se fazer mangá.

Digo, em uma humilde opinião, que esse passo foi importante. Lembremos dos próprios japoneses, que uniram diversos estilos e ‘digeriram’ tudo aquilo dentro de sua própria cultura, para criar histórias em quadrinhos apropriadas para o seu mercado e seus leitores. Porque não fazer exatamente o mesmo, ao invés de somente sermos bombardeados pela cultura estrangeira?

Acho natural que leiamos os mangás japoneses, claro, assim como os japoneses liam - e ainda adoram ler - histórias em quadrinhos estrangeiras. Mas por que produzir histórias usando estritamente a mesma forma, a mesma narrativa, a mesma linguagem e muitas vezes a mesmíssima mensagem dos mangás nipônicos? Isso vai justamente contra a proposta do mangá.
É por isso que é bom que aconteça uma mistura do mangá com, por exemplo, uma obra tão importante do nosso mercado de quadrinhos, como a Turma da Mônica. Talvez não seja a mistura que mais dará certo, mas ela é muito melhor do que todas as outras publicações brasileiras “em estilo mangá” que vi até agora.

Talvez em breve tenhamos o surgimento, no Brasil, de um novo mangá, assim como já aconteceu na Coréia, nos Estados Unidos e na França, onde o estilo se mesclou aos traços, linguagens e conteúdos que mais agradavam aos seus leitores.

A França talvez seja o maior de todos os exemplos. Desenhistas e roteiristas descobriram que era possível misturar coisas aparentemente impossíveis de se misturar, como os quadrinhos japoneses, os quadrinhos europeus e a narrativa do cinema francês. Dali surgiu o que o mundo chama de “Nouvelle Manga”, algo novo e único.

Se os editores começarem a respeitar mais os leitores, com obras mais planejadas e executadas com mais tempo e cuidado, e darem ainda mais oportunidades e espaço aos nossos roteiristas e desenhistas, tenhamos algo semelhante acontecendo no Brasil…
Quem sabe.

emestilomanga - emestilomanga

O Poderoso Thor

2 de Maio de 2010 @ 13:47 por Arian

Vide mortais! Thor finalmente está entre nós!!!

Thor 01 - Thor 01

Dia do Desenhista

15 de Abril de 2010 @ 19:19 por Arian

Comemora-se hoje, quinta-feira, o Dia Mundial do Desenhista, em homenagem e reconhecimento ao grande mestre Leonardo Da Vinci, nascido a 15 de Abril de 1452.

O seu colaborador favorito retorna ao Blog da Pandora para parabenizar todos os Desenhistas pelo seu dia!

super2uc1 - super2uc1

Parabéns meus caros!!!

Pandora promove exposição com personagens de Alice

13 de Abril de 2010 @ 19:05 por Sizue

alice - alice

Com a chegada do filme Alice no País das Maravilhas de Tim Burton no Brasil, que tem estréia prevista para o dia 23 de abril, a Pandora Escola de Arte lança a exposição Alice, que tem início no próximo dia 20, no Campinas Shopping.

A proposta é que cada artista reinvente segundo sua própria imaginação personagens da famosa história de Alice, criada por Lewis Carroll em 1865. Quem visitar a exposição no Campinas Shopping entre os dias 20 de abril e 9 de maio, poderá apreciar as técnicas e o estilo de cada profissional e aluno da Pandora Escola de Arte.

O livro Alice no País das Maravilhas ganhou seu lugar na categoria de obra literária do gênero surrealista com o passar dos anos. O livro, com suas brincadeiras e enigmas, além das referências à literatura vitoriana fez muito sucesso – e ainda faz até hoje. É, inclusive, a obra com mais adaptações e releituras nas histórias em quadrinhos, no cinema e na televisão, como a que está sendo lançada neste mês de abril, com a direção de Tim Burton.

O gigantesco número de possibilidades de interpretação sempre incentivou artistas ao longo dos anos. A maior discutida delas é apresentada por psicólogos ao redor do mundo: uma alusão à adolescência, onde a jovem Alice muda subitamente, o que causa nela muita confusão, a ponto de não mais saber quem é.

A mostra Alice, composta por trabalhos de professores e alunos da Pandora Escola de Arte, busca incentivar à todos que releiam esse clássico todas as suas adaptações, mas mais do que isso: que interpretem as transformações, os problemas e a confusão de Alice de uma maneira pessoal. Quem é Alice, para você?

Alice Caio - Alice Caio

Desenho de Caio Yo para exposição Alice

Pandora e Fnac promovem concurso cultural

6 de Abril de 2010 @ 14:51 por Sizue

Blog CARTAZ HUMOR FUTEBOL FNAC - Blog CARTAZ HUMOR FUTEBOL FNAC

Em comemoração ao dia mundial do desenhista a Pandora Escola de Arte, em parceria com a Fnac Campinas, lança o 1º Concurso Fnac/Pandora de desenhos e você pode ganhar até quatro meses de aulas grátis na Pandora e um cheque presente da Fnac. O tema já tem tudo a ver com o clima de Copa do Mundo: Humor no Futebol.

Para prestar homenagem ao dia mundial do desenhista, no dia 15 de abril, a partir das 19 horas, a equipe Pandora estará presente na Fnac Campinas, no Parque Dom Pedro Shopping, com profissionais e alunos realizando sessão de caricaturas e retratos ao vivo de clientes que circulam pela loja. Além disso, os professores Caio Yo, Mario Cau e Ricardo Quintana, estarão presentes realizando uma aula externa, onde apresentam algumas técnicas para o desenho. Já vale como dica para você que quer participar do concurso!

O prazo limite para entrega dos trabalhos do 1º Concurso Fnac/Pandora de desenho é dia 30 de abril. O regulamento está disponível na Fnac, no Parque Dom Pedro Shopping, que também receberá os trabalhos.

Os ganhadores do concurso serão conhecidos em maio, após análise de uma equipe profissional da Pandora Escola de Arte, quando também acontecerá uma cerimônia de premiação, onde estarão expostos os 20 desenhos selecionados.