Dica do Professor 12 – Realismo e Luz

Bem-vindos à Dica do Professor de hoje! A pintura digital, muito popular na ilustração atualmente é uma ferramenta bastante procurada por profissionais que trabalham com efeitos realistas de iluminação, textura e cor em seus trabalhos. Um dos motivos é justamente a acessibilidade técnica, pois usando um bom programa gráfico, economiza-se muito tempo e esforço reunindo materiais de trabalho e espaço para produzir, em comparação com a pintura tradicional. Estes programas cada vez mais simulam as técnicas e materiais tradicionais de pintura, tornando o processo de aprendizado e produção (no programa) cada vez mais intuitivo.

Na ilustração acima, Jésus Maia usou um contraste entre cores frias e quentes para representar um vampiro sendo surpreendido pela luz solar, ficando, assim, em chamas. O close no rosto da criatura intensifica a cena, pois permite que vejamos muito bem a expressão facial do personagem. Há duas fontes de luz, cada uma de um lado da cabeça do personagem, o que ajuda muito a criar a sensação de volume na figura:

arte_02

Numa representação de linha mais “realista”, o cuidado com a luz é fundamental. A(s) luz(es) que banha(m) a cena alteram e determinam as cores das superfícies e também definem as formas e as texturas destas. Observem no passo-a-passo abaixo, como o ilustrador estruturou toda a sua cena, desde o início, a partir da iluminação. E como as áreas de maior atenção (áreas de foco – rosto) são mais detalhadas do que outras áreas secundárias da cena (fundo / ombros do personagem):

arte_03

Representações “realistas”, como já dito em outros casos, são compreendidas assim pois se assemelham com o funcionamento da nossa visão, ou seja, o artista representa a imagem simulando efeitos que nossos olhos percebem ao observar o mundo: luz, forma, proporção, profundidade, textura, cor etc. As artes sempre se apoiaram na ferramenta da representação “realista”, que chamaremos de verossimilhante, para sermos mais exatos, por esta proximidade com nossa percepção. Os pintores acadêmicos do século XIX se aperfeiçoaram muito neste tipo de representação, e posteriormente os pintores que exploraram o hiper-realismo do século XX levaram adiante o ideal de superar a visão ou criticá-la (ou a câmera fotográfica) em suas pinturas:

Pollice Verso Jean-Léon Gerome Óleo sobre tela 1872

Pollice Verso
Jean-Léon Gerome
Óleo sobre tela
1872

Betty Gerhard Richter Óleo sobre tela 1988

Betty
Gerhard Richter
Óleo sobre tela
1988

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Vitor Gorino

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