Pandora promove mesa redonda em homenagem a Agostini

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Em homenagem ao centenário de morte do quadrinista Angelo Agostini, a Pandora, escola de desenhos promoveu uma mesa redonda no dia 10 de fevereiro, que contou com a presença do cartunista, quadrinhista e gaitista Bira Dantas, do jornalista e pesquisador de caricatura João Antonio Buhrer e do jornalista, professor e quadrinhista Djota Carvalho.

Contou com a participação de alunos, professores, convidados e admiradores do desenhista em um bate-papo descontraído, onde aconteceu produção de caricaturas, som da gaita do Bira e apreciação do trabalho de Agostini.

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A discussão girou em torno da questão do pioneirismo do trabalho do desenhista no mundo, quando cada um dos convidados apresentava seu ponto de vista. Porém o fato de Agostini ter sido o pioneiro dos quadrinhos no Brasil é unânime.

Apesar da importância do desenhista, ainda são poucos os livros publicados que abordam a trajetória e desenvolvem a profundidade dos desenhos noticiados. Além de ter sido um dos pioneiros nos quadrinhos, Agostini também trabalhou com a questão do fotojornalismo. Agostini reproduzia as fotos em desenho, devido a forma de impressão do jornal na época que não permitia a publicação.

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A Exposição segue até o dia 13 de fevereiro de segunda a sexta, das 9 às 19h, e aos sábados das 8 às 13h, na Pandora, escola de desenho, localizada à Rua Joaquim Novais, 146, Cambuí.

Sobre Ângelo Agostini

Nascido na Itália, veio para o Brasil com 16 anos e aprendeu português com fluência. Morando em São Paulo, aos 21 anos já fazia parte da equipe que comandava o periódico Diabo Coxo, que teve duração de três anos. Em seguida esteve a frente de O Cabrião. Os jornais editados pelo desenhista foram de grande relevância para a sociedade, pois na época a maioria era analfabeta. Seus trabalhos mostravam, desde o início, o poder que a charche exerce até hoje no jornalismo opinativo brasileiro.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, pois estava sendo perseguido em São Paulo, e trabalhou em revistas ilustradas, como Arlequim e O Mosquito, onde publicou um assassinato em forma de quadrinhos.
Jurado de morte, Agostini foi para Paris, em 1888, onde permaneceu por seis anos. Ao retornar ao Brasil, passa a reproduzir na Revista Ilustrada obras de museus renomados, como o Louvre, uma forma de divulgar e vulgarizar as artes plásticas.

Fundou a revista Don Quixote, onde desenhou capas fantásticas, que podem ser colecionadas por terem uma seqüência. Em 1905 deixa de ser proprietário e vai trabalhar na O Malho e posteriormente na Tico-Tico. Seus desenhos traziam traços considerados fortes para época. Ele se afastou do desenho antes de morrer, em 1910.

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